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Resumo sobre alelos múltiplos
Alelos múltiplos se referem à presença de mais de dois alelos para um único gene em uma população. Embora um indivíduo diploide herde apenas dois alelos (um de cada genitor), a população como um todo pode exibir uma variedade de alelos para esse gene. Isso aumenta a diversidade genética e a complexidade das características fenotípicas.
Um exemplo clássico de alelos múltiplos é o sistema sanguíneo ABO em humanos. Existem três alelos principais para o gene que controla a produção de antígenos na superfície das células sanguíneas: I^A, I^B e i. Os alelos I^A e I^B são codominantes, o que significa que ambos os antígenos A e B são expressos em indivíduos com o genótipo I^A I^B, resultando no tipo sanguíneo AB. O alelo i é recessivo em relação a I^A e I^B, então indivíduos com genótipos I^A i ou I^A I^A têm o tipo sanguíneo A, e indivíduos com genótipos I^B i ou I^B I^B têm o tipo sanguíneo B. Indivíduos com o genótipo ii têm o tipo sanguíneo O, pois não produzem nenhum dos antígenos.
A compreensão dos alelos múltiplos é crucial em genética, pois demonstra que a herança não é sempre tão simples quanto os padrões de herança mendelianos clássicos. Eles explicam uma gama mais ampla de variações fenotípicas e são importantes para entender doenças genéticas, compatibilidade em transfusões sanguíneas e outras aplicações médicas e biológicas. A presença de alelos múltiplos aumenta a plasticidade genética e a capacidade de adaptação de uma população ao longo do tempo.